Como os analgésicos durante e após o parto funcionam

2019-01-21 Off Por Rafael Souza

Você tem que tomar os medicamentos analgésicos indicados para aliviar a dor do trabalho de parto, mas está com medo? Acha que pode machucar você seu bebê? Aqui está tudo o que se sabe sobre a relação de analgésicos e parto.

A dor é equivalente ao prêmio durante todo o trabalho de parto, e isso é o que o torna tolerável no final da gestação: aquele lindo bebê que estará com você por toda sua vida. A outra coisa que torna essa sensação menos péssima? Os analgésicos serão oferecidos durante e também após o parto. ?

Como os analgésicos durante e após o parto funcionam

Mas como você pode escolher o que é certo para você e se você tem que realmente tomar os medicamentos oferecidos pelo seu médico? Aqui estão sete principais coisas para se saber sobre tomar analgésicos durante o trabalho de parto, e também depois de ter seu bebê.

1. Os anestésicos são a forma mais popular de alívio da dor para trabalho de parto e pós parto

Durante os últimos anos, os anestésicos, ou quaisquer outras substâncias que levam a perda parcial ou total da sensação, foram utilizadas ​​durante o parto e pós parto em todo o mundo. Se você deve um bebê nos anos 60 anos, há grandes chances de que a única coisa que você lembra é a hora anestesia, e depois voltar ao mundo com um recém-nascido colocado em seus braços (juntamente claro com sensações de tontura, náusea e muita dor de garganta).

Existem dois tipos comuns de anestesia, gerais e regionais. A anestesia geral, utilizada também em casos de cirurgias de grande porte, quase nunca é usada (apenas em casos de emergência durante o trabalho de parto), uma vez que coloca todo o corpo e mente para dormir de forma profunda. Hoje não é comum o seu uso no parto, a menos que você tenha que fazer uma cesariana de emergência. E ainda, geralmente só é aplicada no final do trabalho de parto, para diminuir a quantidade que pode parar no corpo do  seu bebê.

2. A epidural é a forma mais popular de anestesia usada durante o trabalho de parto hoje

Mais de 70% das mulheres que dão a luz em hospitais optam por ter uma epidural, e há uma boa razão para isso: é considerada um dos métodos mais seguros de alívio da dor, uma vez que apenas uma pequena quantidade de medicação é aplicada no corpo. Isso faz com que seu bebê dificilmente seja exposto a um rastro das drogas.

A epidural é aplicada por meio de um cateter que é injetado em suas costas, e pode leva cerca de 15 minutos ou mais para surtir efeito. Ela leva a dormência, mas é limitada à parte inferior do corpo, então você ainda está totalmente acordada e consciente, e provavelmente apta a participar desse momento, empurrando o seu bebê.

3. Se você não quer um anestésico, você pode optar por um analgésico

Qual é a diferença entre eles? Um analgésico é uma droga que alivia sua dor, também conhecida como sensação analgésica, enquanto um anestésico é uma droga que traz uma falta de sensibilidade para que você não sinta a dor.

Existem vários tipos diferentes de analgésicos hoje em dia, sendo um deles o Demerol ou o cloridrato de meperidina. O Demerol é um opiáceo usado em muitos tipos de trabalho de parto e também no pós parto, podendo ser usados em partos vaginais e cesarianas, além de episiotomias e também na remoção da placenta. Frequentemente, é dado o mais próximo possível da hora do parto real – geralmente somente duas a três horas antes do horário estimado de nascimento.

Enquanto a droga atinge a todos de maneira única, a maioria dos pacientes relatam se sentirem sonolenta, relaxada e às vezes com um pouco de enjoo. Uma vez presente em sua corrente sanguínea, seu bebê irá sentir alguns desses efeitos também – e pode até sentir uma pequena queda na frequência cardíaca. Outros opiáceos que são comumente utilizados durante o trabalho de parto incluem ainda morfina (embora cada vez menos comum hoje em dia), oxicodona, estadol, fentanil e nubain.

4. Os hospitais maiores começaram a oferecer óxido nitroso durante o trabalho de parto

Embora o óxido nitroso , ou “gás do riso”, geralmente seja raro em todo o Brasil (e mesmo em países mais desenvolvidos, como nos EUA), ele está sendo oferecido em alguns dos maiores hospitais do mundo e também em centros médicos mais avançados. Também é popular em outros países que possuem um sistema de saúde mais desenvolvido que o nosso, incluindo nessa lista o Reino Unido, a Austrália e o Canadá, onde mais da metade das mulheres em trabalho de parto dependem da droga para diminuir a dor e a ansiedade.

Quando presente no corpo, o narcótico leva a pequenas sensações de euforia e relaxamento, juntamente com a falta de consciência do que realmente está acontecendo (isto é, você não saberá que está em trabalho de parto ? – embora não retire totalmente a dor, ou adormeça completamente quaisquer áreas do corpo.

Então, por que não é mais amplamente usado em todo o mundo? Embora especialistas tenham como senso comum que esse gás claro e incolor, que geralmente contém 50% de oxigênio, seja seguro em pequenas quantidades, as pesquisas em relação a ele aplicado nessa parte do procedimento não estão totalmente finalizadas.

Estudos anteriores já indicaram que o óxido nitroso não tem quaisquer efeitos sobre a saúde de um bebê ao nascer, embora muitos desses apontamentos não sejam conclusivos e apresentem também algumas falhas. É por isso que é dado como opção apenas em uma pequena fração dos hospitais dos outros países. Se você estiver interessado em aprender mais sobre essa nova opção, questione ao seu profissional de saúde se é uma opção para o seu caso.

5. O seu médico poderá receitar-lhe um opiáceo após um parto vaginal e de cesariana

Se você teve o seu bebê vaginal ou através de uma cesariana, as chances são altas de que o seu médico irá prescrever-lhe uma droga não-narcótica, como o ibuprofeno ou acetaminofeno, bem como um narcótico, como hidrocodona (Vicodin) ou oxicodona (Percocet). Todos são receitados com a finalidade de diminuir a dor que você provavelmente ainda irá sentir, dentro de algumas semanas após o parto. Você também pode conversar sobre medicamentos de alívio da dor que não precisem de receita médica com seu médico, que pode indicar também recomendações de dosagem adequadas.

6. Você não é obrigada a tomar a medicação para dor dada a você após o parto

Se você não se sente à vontade com o uso de remédios após o parto, especialmente aqueles mais fortes, que contém mais de um principio ativo, por exemplo, você não precisa. O objetivo desses analgésicos é somente fazer exatamente isso – diminuir sua dor. Entenda que, o uso frequente desse tipo de remédio, irá diminuir sua eficacia ao longo do tempo.

Existem hoje muitas abordagens alternativas à medicina, incluindo (mas não se limitando a ) acupuntura, acupressão, biofeedback, massagem, reflexologia, medicina quiroprática, aromaterapia e hidroterapia, entre inúmeras outras. Questione ao seu médico sobre essas abordagens holísticas e os seus resultados  se você preferir manter a medicação longe o maior tempo possível. E se você é uma das sortudas que tem pouca dor após todo o parto, você pode não precisar fazer nada.

7. A maioria dos analgésicos vendidos sem prescrição médica é segura para a amamentação

Embora seja já bem conhecido que o que você come, bebe e consome enquanto você está amamentando irá chegar ao seu leite, onde pode ser passado diretamente para o seu bebê, é importante ressaltar que seu bebê recebe apenas uma pequena fração do que você consome. Sendo assim, a maioria dos medicamentos, se tomados em suas doses indicadas, não terão efeito sobre o bebê, embora alguns poucos possam ter um efeito leve e apenas por um curto espaço de tempo. Para sempre se comportar de forma segura e com a maior proteção possível, questione seu médico quais analgésicos ele indica que você use enquanto estiver amamentando.

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