Medicamentos durante a gravidez: o que é seguro e o que não é?

2019-01-29 Off Por Rafael Souza

Embora qualquer nova mamãe prefira passar por essas 40 semanas sem remédios, às vezes alguns dolorosos sintomas da gravidez ou mesmo outras condições médicas crônicas te fazem repensar isso ?. Hoje, vamos falar um pouco sobre o uso de remédios e medicamentos durante a gravidez.

Lembre-se que antes de consumir qualquer medicamentos, prescritos pelo médico ou mesmo vendidos sem receita médica, é importante sempre ler todas as informações da bula ?.

Medicamentos durante a gravidez: o que é seguro e o que não é?

Seria muito fácil reunir diversos  motivos pelos quais uma mulher grávida deve querer evitar remédios durante a gravidez – ou pelo menos pesquisar bem e falar com seu médico antes. Mesmo assim, muitas mães grávidas fazem o uso de pelo menos um medicamento prescrito, e pelo menos mais de um medicamento que não precisa de receita durante a gravidez. Mas nesse caso, como você avalia se ele é seguro para você e para seu bebê?

 

Medicamentos geralmente considerados “seguros” durante a gravidez

Nenhum medicamento – seja indicado por receita médica, sem receita médica ou mesmo natural – pode ser considerada 100% seguro durante qualquer fase da gravidez. Porém, apenas alguns medicamentos são de fatos perigosos para o seu feto em desenvolvimento, e muitos podem ser tomados ​​sem problemas durante a gravidez; e de fato, alguns são até necessários.

Tirando o fato de um medicamento estar listado como seguro ou como não recomendado, sempre discuta com o seu médico antes de tomar qualquer medicamente, além da  dosagem que ele recomenda e também os horários. Os seguintes medicamentos sempre são listados como “seguros” pelos médicos:

  • O acetaminofeno , o ingrediente presente ativo do Tylenol, que é usado para dor e febre, geralmente é indicado para uso a curto prazo.
  • Os antiácidos que possuem carbonatos de cálcio, que também são formulados juntos uma dose de cálcio, são também considerados seguros, assim como os inibidores da bomba de prótons para azia.
  • O tratamento antidiarreico é também classificado como seguro em quantidades pequenas e controladas, por um período estabelecido de tempo, mas sempre antes fale com seu médico (a maioria irá te pedir esperar até depois do primeiro trimestre; e também devem te avisar que outros salicilatos provavelmente não devem ser tomados durante a gravidez).
  • Anti-histamínicos não são todos considerados seguros na gravidez, embora alguns tenham o aval de alguns médicos. A difenidramina (Benadryl) é  a mais prescrita. Muitos, embora nem todos os médicos, indicam a loratadina (Claritin), embora alguns indiquem fortemente que você a evitar seu uso no primeiro trimestre. Alguns médicos indicam ainda a clorfeniramina  na forma limitada, mas a maioria deverá indicar uma alternativa melhor.
  • Medicamentos que contém dextrometorfano, incluindo o expectorante Mucinex e alguns supressores de tosse como Robitussin e o Vicks 44, bem como a maioria dos remédios para a tosse, são considerados seguros durante a gravidez.
  • Laxantes que possuem como base a fibra como o Metamucil, que geralmente é usado para a constipação, são considerados seguros.
  • Sprays nasais que contém esteróides, usados para os casos de nariz entupido, são também indicados como seguros, mas sempre antes, verifique com seu médico a dosagem e marca a ser usada. O mesmo vale para sprays salinos e também tiras nasais.
  • Outros remédios voltados para o tratamento de doenças crônicas , como asma ou diabetes, frequentemente são aceitáveis ​​o seu uso durante a gravidez – mas isso, claro, depende da medicação e da sua situação de saúde no geral, por isso, sempre fale com seu médico durante a consulta primeiro.
  • Algumas vitaminas pré-natais não são apenas aceitas pelos médicos, eles são geralmente indicadas para ajudar a diminuir os defeitos congênitos, e também usadas para preencher quaisquer deficiências nutricionais da mamãe.
    Alguns cremes usados para a pele , como difenidramina (Benadryl) e também a hidrocortisona (Cortaid), são quase sempre considerados seguros em pequenas quantidades.
  • Remédios que podem ajudar com o sono como Unisom, Tylenol PM, Sominex e Nytol são geralmente apontados como seguros durante toda a gravidez, e também são aceitos por muitos médicos para o uso ocasional (embora sempre deva informar seu médico antes de tomá-los).
  • A maioria dos cremes torácicos descongestionante, como o Vicks Vaporub, é geralmente indicado como seguro

Medicamentos você pode ser capaz de tomar

Em certos casos, seu médico pode aprovar alguns medicamentos para condições específicas de saúde, com supervisão rigorosa:

  • Antibióticos – Certos antibióticos podem ser bons para infecções bacterianas se o seu médico prescrever, embora outros não sejam permitidos. Leia mais para mais informações abaixo.
  • A aspirina provavelmente estará fora dos limites, especialmente durante o terceiro trimestre, uma vez que aumenta o risco de problemas potenciais em recém-nascidos, bem como complicações como sangramento excessivo durante o parto. Alguns estudos, no entanto, sugerem que doses muito baixas podem ajudar a prevenir pré-eclâmpsia em certas circunstâncias.
  • Outra pesquisa indica que a aspirina em baixas doses, em combinação com a heparina, medicamento que afina o sangue, pode reduzir a incidência de abortos recorrentes em algumas mulheres. Em ambos os casos, apenas o seu médico pode informá-lo se essas drogas são seguras para você e sob quais circunstâncias.
  • Ibuprofeno (Advil ou Motrin) geralmente não deve ser usado durante a gravidez – especialmente durante o primeiro e terceiro trimestres, quando pode ter os mesmos efeitos de afinamento do sangue que a aspirina. Use-o somente se for especificamente recomendado por um médico que saiba que você está grávida.
  • Antidepressivos – Alguns antidepressivos parecem seguros para serem usados ​​quando você está esperando, embora haja outros que devam ser completamente evitados e outros que devam ser considerados caso a caso – a pesquisa está em andamento e está sempre mudando. O seu médico irá ponderar a sua utilização contra o risco de depressão não tratada (ou subtratada), que pode ter muitos efeitos adversos num feto em desenvolvimento.

Medicamentos você deve definitivamente evitar

Evite o seguinte:

  • Inibidores da enzima , indicados no tratamento de hipertensão ou insuficiência cardíaca congestiva, podem levar ao aborto espontâneo ou deformidade no bebê.
  • Os descongestionantes que contém pseudoefedrina e fenilefrina, principalmente se tomados no primeiro trimestre, podem levar a defeitos estomacais ou prejudicar o fluxo sanguíneo até a placenta – embora alguns médicos indiquem em quantidades limitadas no segundo e terceiro trimestres. Procure não usar também remédios para tosse e resfriado que possuam na formulação álcool ou AINEs.
  • Isotretinoína (Accutane) usada no tratamento para acne cística eleva o risco de aborto espontâneo e defeitos físicos e mentais em bebês.
  • O metotrexato, geralmente indicado no tratamento da psoríase e da artrite reumatóide, eleva o risco de aborto espontâneo e defeitos congênitos.
  • O naproxeno (Aleve), um medicamento anti-inflamatório não esteroidal (AINE), não é indicado para durante toda a gravidez. No primeiro e no segundo trimestres, pode elevar o risco de aborto espontâneo e também de defeitos congênitos. No terceiro trimestre, pode diminuir a quantidade de líquido amniótico ou levar a um caso de hipertensão pulmonar (pressão alta nos pulmões do bebê).
  • Sprays nasais que não tenham como base esteroides e contenham ozymetazoline (Afrin) não são indicados, a menos que você tenha a indicação clara do seu médico. A maioria dos médicos não indica esta classe de sprays, e quando indicam, passará apenas um  (por um ou dois dias de cada vez) após o primeiro trimestre.
  • O ácido valpróico, indicado na epilepsia, no transtorno bipolar e também às vezes na enxaqueca, pode levar a grandes defeitos congênitos, como defeito cardíaco ou mesmo uma fissura labial, além de dificuldades de comportamento e de aprendizado.

Antibióticos durante a gravidez

Antibióticos podem são especialmente úteis quando usados ​​no tratamento da infecção bacteriana. Se o seu médico indicar um antibiótico na sua gravidez, geralmente é porque a infecção que está sendo tratada é ainda mais perigosa do que qualquer efeito colateral potencial de tomar o medicamento. Se o seu médico lhe indicar um antibiótico, certamente será na família da penicilina ou da eritromicina.

Sendo assim, os antibióticos também podem ser indicados ​​em exagero, quando não são necessários, o que pode causar infecções resistentes aos antibióticos. Ao considerar o uso de antibióticos na gravidez, devemos considerar:

  • Os antibióticos só devem tratar infecções bacterianas, o que significa que não funcionam em casos de infecções virais (como o resfriado e a gripe).
  • Muitos antibióticos são considerados seguros durante a gravidez. Sendo assim, caso seu médico passe um antibiótico para uma UTI , não hesite em tomá-lo.
  • Para cada infecção, é recomendado um tipo específico de antibiótico e também de dosagem. Isso quer dizer que você deve sempre pedir uma nova receita, sempre jogar fora quaisquer medicamentos que tenha sobrado.
  • Procure tomar os antibióticos exatamente como seu médico indica; isso ajuda a garantir que seu curso de ação seja completado. Nunca pule de forma consciente uma dose ou pare com o tratamento antes da ordem do médico, pois só assim o tratamento pode ser considerado completo.
  • Tome apenas antibióticos indicados para você, e se certifique que seu médico sabe que você está grávida.
  • Fale com seu médico sobre a possibilidade de tomar um suplemento probiótico para reforçar as boas bactérias em seu corpo. Tente tomar o probiótico e o antibiótico com algumas horas de intervalo, se possível.
  • Um antibiótico que com certeza deve ser evitado é a tetraciclina, que é quase sempre indicada para o tratamento a acne e que pode causar aborto, também pode levar a pequenos defeitos congênitos e corre o risco de causar calcificação dos ossos e dentes de um bebê.
  • Um estudo canadense que foi divulgado em 2017 apontou que certos antibióticos, incluindo nesse grupo a azitromicina, a claritromicina e o metronidazol, estavam relacionados a uma maior chance de aborto espontâneo, confirmando o resultado de pesquisas anteriores que já previram esse problema.
  • O estudo também indicou que o uso de  quinolonas, tetraciclinas e sulfonamidas estavam todas atreladas com uma maior chance de aborto espontâneo. Os autores do estudo indicaram, porém, que as doenças que as mães grávidas estavam sendo remediadas poderiam ter sido o motivo dos abortos, e que poderia não ser efeitos das drogas.
  • Um outro estudo canadense de acompanhamento continuo de 2017, conduzido pela mesma equipe médica, indicou que o uso de antibióticos incluindo clindamicina, doxiciclina, quinolonas, macrolídeos e fenoximetilpenicilina também estariam relacionados a um risco elevado de defeitos congênitos envolvendo malformações de órgãos, mas os pesquisadores confirmaram que a chance desse evento é muito pequena, e que mais pesquisas são necessárias.

Como tomar o seu medicamento com segurança

Lembre-se sempre dessa recomendação: nunca faça o uso de medicação, suplemento ou remédio herbal sem antes discutir com seu médico. Abaixo, mais algumas dicas gerias para ter em mente:

  • Certifique-se de que todos os seus médicos estejam informados. Diga sempre a qualquer médico que estiver visitando e certifique-se de dizer a ele ou ela sobre quaisquer outros medicamentos (antibióticos, etc.) que tenha sido prescrito.
  • Converse com seu médico sobre os remédios que você já faz o uso. Alguns medicamentos agem de forma diferente durante a gravidez, sendo assim, converse com seu médico se você caso você precise mudar a dosagem, durante a gravidez. E se caso você fizer o uso de um medicamento para gerenciar uma condição crônica, talvez seja recomendado fazer outros ajustes.
  • Por exemplo, se você toma faz o uso de um remédio para aliviar os sintomas do enjoo, você pode preferir fazer o uso à noite, pois pode diminuir as chances de vômito. Ou, se você tiver que tomar um remédio com o estômago vazio (assim que acorda), fale com seu médico antes de usar um supositório anti-náusea primeiro.
  • Otimize as ações do remédio. Fale com seu médico sobre maneiras de receber mais  benefícios e também formas de diminuir os riscos para você e seu bebê. Por exemplo, você pode recorrer ao uso de remédios para resfriado à noite para melhorar seu sono. Ou você pode ser capaz de fazer o uso de uma dose menor por um curto período de tempo, e ainda assim conseguir receber os efeitos pretendidos / necessários.
  • Aprenda todos os detalhes da ação do seu remédio. Pesquise sobre a frequência que deve tomar o medicamento, como armazená-lo de forma correta e se deve evitar, mesmo que por um tempo, outros medicamentos, alimentos ou também bebidas.
  • Saiba como seu remédio deva aparentar. Analise e leia o rótulo, pelo menos duas vezes, para garantir que o que você está recebendo é o que realmente seu médico prescreveu. Se você estiver em dúvida (digamos, porque você começou o uso de um medicamento genérico em vez do medicamento de marca), discuta com seu farmacêutico ou com seu médico.
  • Verifique sempre antes todos os rótulos. Muitos medicamentos vendidos sem receita contêm vários ingredientes ativos, sendo que alguns podem não ser bons para as gravidas. Além disso, se você precisar fazer o uso de um outro medicamento, durante o tratamento de um outro sintoma ou condição, pode por engano receber uma dose dupla do mesmo ingrediente (como do paracetamol, por exemplo).
  • Leia sempre a folha de informações ao paciente. Isso irá te auxiliar a descobrir como seu medicamento funciona, sobre quaisquer riscos do seu uso e de possíveis efeitos colaterais. Fale com seu médico se existem quaisquer possíveis efeitos colaterais que podem prejudicar sua gravidez.
  • Tome como dirigido. Não mude a sua dose, nunca pule as doses ou interrompa o uso de um medicamento sem antes discutir com seu médico.
  • Não compartilhe ou receba remédios de outra pessoa. Jamais faça o uso de remédios que não lhe pertençam (ou ofereça o seu aos outros).

Descobrir o que é seguro e o que não é seguro tomar durante a gravidez pode ser difícil. Felizmente, você não precisa ir sozinho.

 

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