Parto de lótus – Tudo o que você precise saber

2019-01-23 Off Por Rafael Souza

Um bebê acaba de chegar ao mundo, então, qual é a primeira coisa que as pessoas costumam fazer? Cortar o cordão, correto? Mas ás vezes melhor não. Alguns pais novos estão se perguntando sobre essa tradição, se questionando se os bebês realmente precisam ter seu cordão umbilical cortado no momento exato após, e alegam em defesa do “nascimentos de lótus”. Mas esta nova tendência é segura? Existem realmente algum benefício para o bebê ou para a mamãe?  Nesse artigo, resumimos o que você deve saber.

O que é o parto de lótus?

O parto de lótus tem como principal característica manter o cordão umbilical preso e a placenta sem intervenção após o nascimento, e deixá-lo naturalmente preso ao bebê, geralmente durante três a dez dias depois. Ao contrário do rompimento normal do cordão umbilical, que ocorrem três a cinco minutos após o nascimento.

Parto de lótus - Tudo o que você precise saber

O parto de lótus não é ainda considerada uma prática comum – os números são difíceis de serem estimados, mas pensa-se que menos de 5% dos nascimentos em todo o mundo sejam nascimentos caracterizados como de lótus. Porém, essa prática parece estar crescendo em popularidade à medida que mais pais procuram formas de deixar o nascimento do bebê mais natural possível, e com mais pessoas compartilhando suas experiências positivas on-line .

Como o parto de lótus é feito?

Na verdade, é muito mais uma questão do que você não deve fazer. Você simplesmente não toca na placenta e nem no cordão umbilical após o nascimento. Alguns pais ainda decidem lavar a placenta, e ainda passar um pouco de sal e ervas finas para ajudar a secar mais rapidamente, e também para mascarar o cheiro.

A maioria das pessoas guarda a placenta em uma bolsa refrigerada, ou a coloca em um cobertor,  levando junto com o bebê. Em poucos dias, ela vai secar e cair, assim como o cordão umbilical.

A chave é sempre se manter atenta, dizem os pais que já adotaram essa alternativa. “O processo sempre foi muito simples e a placenta, no meu caso, caiusozinha no dia 9”, diz ela, acrescentando que ela não mudaria nada.

Por que alguém escolheria um nascimento de lótus?

Fisher relaciona várias razões para sua decisão, incluindo os benefícios adicionais percebidos pela transferência completa de sangue placentário ; uma transição mais fluida da mãe, do bebê, da placenta e do útero para a mãe, o bebê, o pai e o mundo; a crença de que bebês nascidos de lótus tendem a ser mais serenos e pacíficos; e que ela não viu um motivo médico pelo qual o método padrão era necessário.

O que dizem os especialistas? Quais as vantagens reais?

Quando se trata da demora da separação do cordão umbilical, os médicos falam que é evidente que deixar preso por alguns minutos após o nascimento traz sim alguns benefícios óbvios para o bebê, especialmente no caso de bebês prematuros, e não apresenta qualquer risco para a mãe. Estudos têm indicado que ajuda a reforçar a função imunológica e a circulação, eleva os níveis de ferro, ajudando a prevenir anemia e também as infecções intestinais no primeiro ano de vida da criança.

A separação do cordão umbilical tardio é oficialmente recomendado pelo Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia (ACOG), também pela Academia Americana de Pediatria (AAP) e ainda pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mas isso em todas as recomendações acima citadas, são estipulados deixar o cordão e a placenta presos por alguns minutos, não em dias. Quando se fala estritamente dos nascimentos de lótus, parece que os benefícios da placenta param depois de alguns minutos, e assim não há benefício depois disso – e pode ainda representar um risco para a saúde do bebê.

Em um recente comunicado, o porta-voz do ACOG informou que eles não têm uma posição oficial bem aceita sobre os nascimentos de lótus, e mais tarde, eles publicaram essa declaração através de Maria Mascola, ex-membro do Comitê de Prática Obstétrica:

“Ainda há restrita pesquisa médica sobre o nascimento de lótus especificamente. No entanto, deixar o cordão e a placenta em contato com à criança por horas ou dias após o nascimento pode apresentar um risco evidente de infecções perigosas do umbigo. As bactérias ocasionalmente entram na placenta e nas membranas. Ao permitir que o cordão fique preso à placenta por várias horas ou mais, essas bactérias podem ser passadas para o local do cordão umbilical do bebê e infectar a área atingida, trazendo infecção ao local do cordão umbilical, ou onfalite, que é uma causa de infecções perigosas para recém-nascidos em todo o mundo, especialmente nas áreas do mundo que têm menos acesso a água limpa, instrumentos estéreis e antibióticos, até que sejam feitos estudos médicos que possam determinar se há benefícios dessa prática,as futuras mães devem estar cientes de que o risco de infecção continua a ser uma grande preocupação “.

G. Thomas Ruiz , MD, OB / GYN no MemorialCare Orange Coast Medical Center, em Fountain Valley, Califórnia, ainda cita sobre o aumento do risco de infecção, acrescentando que, mesmo se nada der errado e não haver nenhum caso de infecção, essa prática de parto de lótus não traz benefícios adicionais de atraso no aperto do cordão.

“Uma vez que o cordão pára de pulsar, interrompe todo o processo de troca entre o bebê e a placenta”, ainda explica ele. ” A partir desse ponto, a placenta está morta, o tecido se torna necrótico, e por isso, eu desencorajaria qualquer um a deixar tecidos mortos presos a um bebê vivo”.

Você deveria tentar?

Pense sempre com mais cuidado. Em última caso, há pouca pesquisa que sustente os benefícios reais dos partos de lótus, mas se é algo que você tem absolutamente certeza de fazer, fale com seu médico quando você está planejando seu parto. Eles ajudarão você a entender e a minimizar os riscos, e determinar se há uma maneira de fazer isso da maneira mais segura possível, para você e seu baby. ?

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